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Submissões Recentes
O CONHECIMENTO DE DEUS NO ITINERARJUMMENTIS INDEUMDE SÃO BOAVENTURA
(2023) FRANCISCO RICKELME GOMES BARROS
Este trabalho pretende analisar a questão da teodiceia que São Boaventura de Bagnoregio levanta em sua obra Itinerarium mentis in Deum (1259). Tendo como objeto de pesquisa o conhecimento de Deus, pois em seu itinerário místico ele faz um percurso didático que leva a questão: como se apresenta o conhecimento de Deus em sua criação, em suas criaturas e como a racionalidade do homem pode, pela iluminação divina, chegar a tal conhecimento? Em seu itinerário a questão relevante não é posta na existência de Deus, sendo esta uma certeza, mas como se apresenta e como se pode chegar a essa cognoscibilidade. O autor elabora um caminho místico-filosófico em três vias, para alcançar esse conhecimento. Trabalhando com base na teoria da iluminação ele segue por um caminho gradativo, percorrendo a via sensitiva, a via intelectiva e a via sapiencial, até chegar no êxtase mental, o ápice do conhecimento. A discussão filosófica da teodiceia boaventuriana se apresenta como uma síntese dos pensamentos da época e com grande contribuição em torno da capacidade ilimitada (Capax Dei) do ser humano para alcançar o verdadeiro conhecimento na contemplação de seu Criador.
ANÁLISE METAFÍSICA ACERCA DE DEUS EM RENÉ DESCARTES
(2022) JOSÉ WILLIAN PALMEIRA DA ROCHA
A presente monografia tem como objetivo apresentar a temática de Deus a partir do percurso
teórico de Descartes, através da questão da dúvida, da verificação do Cogito e, por fim, com as
provas da existência divina, tomando por base as meditações cartesianas. A obra Meditações
Metafisicas é o referencial na construção desse trabalho. A referida obra consiste em apresentar
os meios possíveis para o alcance do conhecimento racional e verídico acerca de Deus. Para tal,
procurou-se organizar essa monografia em três capítulos, a saber: no primeiro, é feita a
explanação do método da dúvida, onde Descartes põe em cheque todo a conhecimento que até
então julgava verdadeiro; no segundo momento, segue-se com a radicalização da dúvida, onde
o autor passa a buscar o que de fato era considerado um conhecimento. Nesse itinerário,
Descartes vai de encontro com a ideia de um gênio maligno, quer dizer, a figura de um Deus
enganador, levando-o a descoberta do Cogito, simbolizado na clássica sentença: "penso logo
existo". Trata-se portanto da primeira verdade conquistada, adquirida racionalmente. Usando
de alegorias, o autor dá o exemplo da cera, um argumento que possibilitou comprovar que o
espírito humano é mais maleável no conhecer que as substâncias materiais. Por fim, no último
capítulo, toma-se o cerne da questão: a existência de Deus fundamentada em provas. No
término, é demonstrada a eficácia dessas provas na elaboração de uma ideia de Deus como a
origem da própria ideia que se tem dele, respaldando-se nos atributos que lhes são próprios:
infinito, perfeito e motivo para tudo quanto existe no mundo.
A BANALIDADE DO MAL EM HANNAH ARENDT
(2022) JOÃO PAULO DE SOUSA AQUINO
O presente trabalho monográfico tem como objetivo compreender a filosofia política de Hannah Arendt no concernente a criação do conceito da banalidade do mal que construiu as bases do fenômeno totalitarista e do genocídio que ceifou vidas humanas e atacou severamente a dignidade das minorias na Alemanha. Para o melhor desenvolvimento desta monografia, ela está dividida em três momentos: a presença do mal no mundo no pensamento filosófico de São Tomás e Leibniz; na segunda parte, será apresentada a banalidade do mal na perspectiva de Hannah Arendt. E por fim, no terceiro capítulo, será apresentada a solução final nos campos de concentração como ápice da banalidade do mal e suas implicações na atualidade. A proposta principal de Arendt na obra Eichmann em Jerusalém, no que diz respeito a banalidade do mal é mostrar que a banalidade está no sistema e não naqueles que seguem ordens. Pretende-se, desse modo, demonstrar que a banalidade do mal se opôs a dignidade humana, levando milhões de seres humanos ao extermínio nos campos de concentração durante o regime de AdolfHitler, servindo como base para impulsionar a política genocida e xenófoba durante a Segunda Guerra Mundial.
A FENOMENOLOGIA A PARTIR DO PENSAMENTO DE EDITH STEIN
(2022) ANTÔNIO AUGUSTO DO NASCIMENTO COSTA
A teoria fenomenológica desenvolvida por Edith Stein tem sua raiz no pensamento (Fenomenologia) de seu mestre Edmund Husserl, fundador deste estilo de pesquisa e um dos maiores filósofos do início do século XX. O tempo em que Edith foi orientanda de Husserl e dedicação como sua assistente contribuiu positivamente para que a autora se tornasse independente em sua teoria, que fenomenologicamente iniciou-se na sua tese Sobre oproblema da empatia. O pensamento fenomenológico da filósofa consiste em um procedimento de análise de grande acuidade, que penetra com profundidade o material dado ou o objeto. Devido a sua aproximação da nova ciência criada por Husserl com a filosofia de Tomás de Aquino, a empreitada filosófica de Stein se tornou um diferencial entre o grupo de alunos que se concentraram em Gotinga. Portanto, esse estilo de pesquisa acompanha Edith Stein em toda sua produção e desenvolvimento intelectual, obras e conferências.
ANÁLISE DO DISCURSO COMO PROCESSO DO SABER NA OBRA A ARQUEOLOGIA DO SABER EM MICHEL FOUCAULT
(2021) ÉRICK PEREIRA DOS SANTOS
Este trabalho tem como obra base A arqueologia do saber (1969); esta obra tem como princípio as formações discursivas, que aborda a análise central os enunciados presentes nos diversos aspectos de sua arqueologia. Portanto, são analisadas as etapas de elisão enunciativa e as formações discursivas como meio para chegar aos discursos e o saber arqueológico. Nestes aspectos, será abordado o que Michel Foucault descreveu na obra e os principais pontos trabalhados neste método arqueológico, que contempla os saberes, e que possivelmente aborda uma análise do saber (arqueologia) que possivelmente retrata o poder (genealogia), isso intercambiado através do discurso.
