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TEOLOGIA DA NARRATIVA: uma visada hermenêutica em Paul Ricoeur
(2023) José Vanderlei Carneiro
A teologia da narrativa é um estudo constitutivo da hermenêutica bíblica de
Paul Ricoeur e núcleo fundamental de toda Teologia. A reflexão é exatamente sobre os
processos de elaborações teológicas presente na experiência da leitura e da escuta da Palavra
de Deus como expressões dialógicas e orantes da comunidade de fé, a partir das noções
fundamentais de teoria narrativa e de uma teologia narrativa, constitutivas na leitura do livro de
Rute. Estas noções nos levam a compreender que os estudos do teólogo francês nos conduzem
a uma capacidade de nos reportar ao significado dos eventos narrativos que estão presentes no
texto bíblico. Amaterialidade textual da pesquisa será pormeio das seguintes fontes: a) Tempo
e Narrativa e Hermenêutica bíblica de Ricoeur e b) livro de Rute in "Texto Sagrado". O
percurso interpretativo se dará em três momentos. O primeiro através da investigação sobre a
teoria da narrativa, o segundo em tomo dos constituintes de uma teologia da narrativa e por
último, um exercício hermenêutico da narrativa do texto bíblico.
INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ COM INSPIRAÇÃO CATECUMENAL: Reflexão teológico-pastoral à luz do documento 107 da CNBB.
(2018) WELSON BARBOSA
A iniciação à vida cristã com inspiração catecumenal é uma proposta do documento 107 da
CNBB. É uma busca de resposta aos desafios atuais enfrentados pela Igreja em relação à
transmissão da fé num ambiente sócio-cultural diversificado. Essa proposta é inspirada no
catecumenato estruturado e praticado no início do Cristianismo. A história do catecumenato é
constituída de altos e baixos: auge, declínio e restauração. Um dos textos bíblicos que
fundamenta a inspiração catecumenal da catequese é o diálogo de Jesus com a Samaritana (Jo
4,7-42). A Didaqué, catecismo dos primeiros cristãos, e o De Catechizandis Rudibus, de Santo
Agostinho iluminam a prática catequética de inspiração catecumenal. A iniciação à vida cristã
inspirada no catecumenato dos primeiros cristãos exige a união entre catequese e liturgia. Pois
a organização do itinerário composto em tempos e etapas pede a vivência litúrgica dos ritos a
serem celebrados. A celebração dos sacramentos de iniciação à vida cristã, no processo
iniciático catecumenal, preserva a unidade originária entre o Batismo, a Confirmação e a
Eucaristia.
A PAZ: DOM E TAREFA NA ÉTICA SOCIAL CRISTÃ À LUZ DA ENCÍCLICA POPULORUMPROGRESSJO DO PAPA SÃO PAULO VI
(2018) IGOR ETEVAN TORRES ALMEIDA
A paz é um conceito dinâmico e, por isso, diz respeito a um amplo projeto na ética social
cristã. Enquanto "dom", é uma promessa na forma de Aliança, de acordo com o testemunho
das Escrituras; e como "tarefa", uma obra continua, pessoal e coletiva, em vista de garantir
para todos, sem distinção, condições "mais humanas". Este trabalho monográfico tematiza a
ética da paz levando em conta o seu dinamismo dom-tarefa no compromisso social cristão à
luz da Carta encíclica Populorum Progressio sobre o desenvolvimento dos povos de São
Paulo VI. De início, a partir de uma análise do quadro contemporâneo de violências,
apresentam-se os elementos bíblicos fundamentais para uma teologia da paz e a evolução
conceituai do tema na tradição ético-social cristã. Em seguida, caracteriza-se a ética da paz
como modelo de desenvolvimento integral e solidário dos povos na encíclica Populorum
Progressio, considerando as vias do humanismo total e das exigências de solidariedade,
justiça social e caridade universal. Por fim, aponta-se a especificidade do compromisso éticosocial
pela paz hoje, bem como seus paradigmas na formação cristã, na ação pastoral e no
testemunho pessoal do Evangelho. "Operar a paz" significa fazer uma opção social ética e
atualmente segura, que o Papa Montini resumiu na expressão: "o desenvolvimento é o novo
nome da paz". O esforço por um autêntico desenvolvimento tende à paz como a seu fim
espontâneo, uma profecia da restauração definitiva que será no Reino de Deus.
CATEQUESE COM SURDOS: SINAIS DO REINO NA IGREJA DO PIAUÍ
(2018) FRANCISCO FERREIRA DE AQUINO FILHO
O presente trabalho procura abordar sobre um tema que a Igreja Católica vem,
particularmente a partir do século XX, em seus documentos catequéticos, dano devida
atenção e fazendo com que supere todo tipo de preconceito e discriminação: Catequese
com Surdos. É de grande importância conhecer a pedagogia do Divino Mestre no trato
com o surdo do Evangelho de Marcos, com a finalidade de resolver questões de
exclusão que ainda persistem na comunidade eclesial. É notório que em muitos lugares
ainda não se encontram pessoas preparadas para acompanhar o surdo no caminho de
iniciação cristã. A inclusão veio justamente ampliar as possibilidades para construir
uma sociedade mais justa, dando oportunidades para todos, de ocuparem os seus
espaços, buscando conquistar sua autonomia. A inclusão da pessoa surda é cheia de
desafios e exigências, e requer, portanto, muita dedicação e paciência para aqueles que
trabalham com inclusão como também para com os surdos. A Igreja Católica precisa se
indagar: Como está acolhendo os surdos? Eles estão participando das atividades
litúrgicas? As comunidades são inclusivas? A catequese é o melhor acesso para inserilos
na vida eclesial, pastoral e comunitária. Entretanto, é preciso oferecer uma catequese
adequada com recursos e conteúdos acessíveis em Libras para serem bem acolhidos. A
Catequese com Surdos é um novo olhar e um novo pensar sobre o chamado do Pai em
levar a Boa Nova do Reino aos surdos. No Reino, somos todos iguais na diversidade.
Buscou-se no presente trabalho enfatizar a atuação do catequista-intérprete, cuja missão
não é soluciona todos os problemas em relação ao surdo, sendo necessário pensar em
uma comunidade inclusiva, pessoas capazes de perceber a necessidade de todos
pertencerem ao Reino. A missão do catequista é levar a todos a mensagem da salvação
que Cristo nos trouxe. Esta mensagem se dirige a toda à humanidade.
