DJACIR SAMPAIO DA ROCHA2026-08-122014https://repositorio.icespi.edu.br/handle/123456789/56A proposta deste trabalho é discursar acerca da relação de Verdade e Felicidade no pensamento de Santo Agostinho a partir das obras Solilóquios e A Vida Feliz. A Verdade para Santo Agostinho, bem como a conceituação da felicidade, é um tema muito discutido nos seus escritos. No pensamento agostiniano a Verdade é apresentada como uma iluminação divina. Foi precisamente esta iluminação que permitiu a ele um novo conhecimento acerca da Verdade, ou seja, sua saída do maniqueísmo e a busca do Bem Supremo. Para Agostinho a Verdade se encontra dentro do próprio homem. Nesse sentido, o homem tem necessidade da Verdade e ainda de conhecer sua alma na procura de Deus. Assim, deve levar-se em consideração a fruição do conhecimento absoluto. Desta forma, Agostinho conclui que o homem deseja ser feliz; outro tema de grande relevância para o filósofo é o entendimento da Felicidade, a qual faz alusão como posse de Deus, sabedoria e plenitude na obra intitulada A Vida Feliz. Nesta obra está contida de forma ilustrativa que o homem feliz é aquele que possui a Deus, como fonte de verdadeira vida, onde para ele não há possibilidade de carência e nem necessidade material, do contrário, é viver uma falsa felicidade. Todavia, segundo o pensador medieval, também a Verdade e Felicidade estão numa correlação de profunda consonância, por sua vez não podem ser separadas de forma alguma. Com isso, o presente estudo busca analisar tal perspectiva segundo a lógica do pensamento agostiniano, adentrando deste modo no pensamento medieval, pode-se conhecer ao Deus que habita no interior do homem e, consequentemente, a vida feliz. Veremos que é através da contemplação de Deus que a Verdade revela-se ao homem e ele tem então a oportunidade de encontrar a felicidade tão almejada por todo ser humano.ptHomemDeusFelicidadeVerdadeSanto AgostinhoA RELAÇÃO ENTRE VERDADE E FELICIDADE NAS OBRAS "SOLILÓQUIOS" E "A VIA FELIZ, DE SANTO AGOSTINHOArticle