FRANCISCO REGIS DEMOURA2026-08-132016https://repositorio.icespi.edu.br/handle/123456789/83O problema dialético inicial de O Banquete é compreender quem é Eros. Dentre as mais variadas definições apresentadas por Platão, nas louvações dos convidados do festim de Agatão, a que mais especifica a natureza de Eros, identifica-o como eterno caçador das coisas belas, principalmente da sabedoria. Esse Eros que inspira o homem a buscar o amor das essências, ou seja, a Sophia, constitui-se como o fundamento último de uma vida apaixonada refletida para o Mundo Ideal.Com base nisso, justifica-se o porquê de Eros concentrar em si os mais altos e nobres desejos de empreender tal busca. Nesse sentido, a erótica na vida humana. faz-se necessária enquanto apreciação e vivência das categorias metafisicas do amor a serem alcançada e ultrapassadas no tempo correto. Sob essa diretiva, a reflexão sobre o ethos, em vista do Bem, assim como a da dialética platônica é relevante para a compreensão da temática em questão. Portanto, O Banquete tem o mérito de apresentar, mediante a relação entre Eros e filosofia, a busca do eterno, da beleza por excelência, como conceito de Bem, do Mundo Ideal cuja essência se perfaz na busca apaixonada da sabedoria em perspectiva da plenitude.ptPLATÃOBANQUETEDIALÉTICAEROSAMORBELEZAO AMOR A SABEDORIA: O EROS EM O BANQUETE DE PLATÃOArticle