Navegando por Autor "WAGNER FRANCISCO DE SOUSA CARVALHO"
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Item O CONCEITO DE SUBSTÂNCIA EMARISTÓTELES, DESCARTES E ESPINOSA(2014) WAGNER FRANCISCO DE SOUSA CARVALHOEste Trabalho de Conclusão tem por objetivo apresentar o pensamento de Aristóteles, Descartes e Espinosa a cerca da substância. Demonstramos, ainda, que o referido conceito se manifesta em contextos históricos diversificados gerando, também, diferentes reflexões. Em Aristóteles, a substância se apresenta como aquilo que se opõe a tudo o que é ornamental, artificial. Ela pode ser identificada como o ser propriamente dito, dotado de identidade singular e identificada como a causa primeira. Em Descartes, a substância se apresenta como uma dimensão essencial do homem. Ele a divide em duas: res cogitans e res extensa e identifica, nelas, o pensamento e a matéria. Baruch de Espinosa, o terceiro filósofo que abordamos, ensina que a substância é o próprio Deus que em sua ilimitação manifesta na natureza finita a sua infinitude. O pensamento e a matéria, em Descartes, se apresentam como duas substâncias, em Espinosa, atributos e modos manifestam a grandeza de uma única substância. Não é, portanto, estranho de se notar a necessidade de um princípio primeiro como base constituinte de algo. A causa primeira de todas as coisas remete a um fundamento por excelência que, seguindo as reflexões que foram feitas levam a Deus. A este, Aristóteles, chamou de Motor Imóvel, Descartes de ser perfeito e, Espinosa, de substância única. Concluímos recordando que a pergunta pelo princípio primeiro das coisas não se encontra entre aquelas que são articuladas pelo homem do nosso tempo. Na realidade, os homens da atualidade se contentam com o que fenômenicamente se apresenta, com o que aparece, com o que é mostrado. Vem justamente desta situação, o imperioso desejo de retomar a substância como princípio primeiro. Os tempos modernos estão a demonstrar que quando se enfraquece a vontade de ir além da manifestação das coisas a razão se fragiliza, se deixa instrumentalizar. Toma-se atual o pedido, feito aos filósofos pelo Papa João Paulo II, de buscar fazer a razão passar do fenômeno para o fundamento (Fides et Razio, 83) e, neste último se encontra, justamente, a substância como causa de si e que existe independente de qualquer outra coisa.Item O PARADIGMA DA ECOLOGIA NA TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA(2011) WAGNER FRANCISCO DE SOUSA CARVALHOEste Trabalho de Conclusão tem por objetivo apresentar o paradigma da ecologia na teologia contemporânea. Destaca-se, inicialmente, a evolução histórica da sociedade, tendo o homem como objeto indispensável para se entender a questão em estudo para depois definir propriamente o que é a ecologia e suas divisões. Deste modo, emerge a identificação de que a crise ecológica não é apenas uma crise ambiental, mas social e, por não dizer religiosa, uma vez que a mesma acentua a postura do homem em relação com Deus e a sua criação, pois ele em sua função de co-criador despertou seu agir dominante muito mais do que a sua atitude de admirador levando, aos poucos, certo desencanto pelas obras do Criador e, como modo de justificar sua ação, apontou a religião judeu-cristã como a principal responsável afirmando está nos primeiros capítulos da Bíblia que o homem devia submeter e dominar a terra (Gn 1, 28). No entanto, o paradigma proposto pela ecologia é mostrar a necessidade de uma teologia ecológica a fim de refletir o cuidado sobre a vida nas suas diversas maneiras de se manifestar. O homem faz parte da criação, mas ele é ontologicamente diferente, por isso, a sua missão é preservar e condicionar meios nos quais não se prevaleça à atitude do mais forte. Assim sendo, a ecologia não se apresenta como um movimento em defesa de uma natureza intocável, nem é um ofuscamento do homem ou uma condenação de sua maneira de agir, tampouco, um "endeusamento da natureza", invertendo os valores e os cuidados, ela aspira, na verdade, pelo questionamento das atuais relações e sistemas em que a humanidade hoje está inserida e, que por sua vez, não correspondem adequadamente aos desafios postos por ela mesma. Isso implica atitudes tendo como princípios, por exemplo, a interdependência, a responsabilidade e o cuidado como fontes de uma espiritualidade cósmica geradora, portanto, de uma restauração da comunhão e da relação do homem com a natureza e com Deus.