Trabalhos de Conclusão de Curso - Monografia

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    O MAL E O BEM EM AGOSTINHO
    (2014) ANTONIO CARLOS DA SILVA
    Este trabalho monográfico, que tem como tema - O mal e o Bem em Agostinho - está estruturado em 5 partes: Introdução; Primeiro Capitulo - Vida e Obra - ; Segundo Capítulo- A influencia maniquéia em Agostinho -Terceiro Capítulo - A nãosubstancialidade do male Conclusão; tem como objetivo refutar, a partir das reflexões emergidas por Agostinho em relação ao mal e à sua origem, que este não se caracteriza como substância, como assim admitiam os maniqueístas. Conclusão esta inferida, para se chegar a este trabalho, a partir do método analítico-reflexivo, das principais obras de Agostinho, onde este trata do problema do mal. O problema do mal se fez presente na vida de Agostinho, de forma mais explícita, na época de sua adolescência, quando certa noite, e por pura diversão, juntou-se a um grupo de colegas e invadiram um pomar, onde furtaram uma grande quantidade de peras. Provaram algumas, mas o objetivo mesmo de todos era lançar aos porcos a grande maioria. Essas peras furtadas sem motivo ou esse prejuízo causado a outros apenas por prazer, tomam-se, para Agostinho, a imagem ou o símbolo do mal.Durante o tempo em que Agostinho buscou descobriro que era o mal, esteve por quase nove anos inserido na doutrina maniquéia, a qual defendia que o mundo era fruto do conflito entre o bem e o mal; afastando-se dos maniqueus após a leitura das obras de Plotino. A partir destas leituras neoplatônicas, Agostinho descobriu que o mal era simplesmente a ausência do bem.A princípio, ele não conseguiu descobrir ou perceber em que consistia o mal, porque não conseguia conceber uma realidade imaterial, mas apenas realidades corpóreas. A visão maniquéia, eminentemente materialista, impedia-lhe de ver uma verdade espiritual.Após longa caminhada, entretanto, Agostinho descobriu que a origem do mal se encontrava na livre determinação da vontade, ou seja, que o próprio homem, pelo uso de sua livre vontade, pratica o mal. Reconhece que Deus é sumamente bom e que todas as suas criações são igualmente boas, no entanto, estão sujeitas à corrupção e, por essa razão, desviam-se, voluntariamente, do caminho do bem e praticam o mal, sujeitando-se às criaturas terrenas. Percebemos, desta forma, que o mal não existe enquanto substância ou em uma dimensão metafisica. Por outro lado, admitimos que exista no homem várias vontades, de fazer o bem ou mal, de acordo com suas atitudes e ações, assim, o mal que assola a humanidade, em geral, é obra apenas do próprio homem, a partir de suas más escolhas. O senso comum tende ver o mundo numa visão maniquéia, polarizando a realidade no extremo do bem ou do mal. Não consegue perceber que o mal é oriundo da própria vontade humana e que não é uma substância criada por Deus.Nesse sentido, postulamos que o mal existe, mas praticado pelo próprio homem, pelo mau uso de sua liberdade e de suas escolhas, prendendo-se às suas paixões e aos seus prazeres.
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    O CONCEITO DE SUBSTÂNCIA EMARISTÓTELES, DESCARTES E ESPINOSA
    (2014) WAGNER FRANCISCO DE SOUSA CARVALHO
    Este Trabalho de Conclusão tem por objetivo apresentar o pensamento de Aristóteles, Descartes e Espinosa a cerca da substância. Demonstramos, ainda, que o referido conceito se manifesta em contextos históricos diversificados gerando, também, diferentes reflexões. Em Aristóteles, a substância se apresenta como aquilo que se opõe a tudo o que é ornamental, artificial. Ela pode ser identificada como o ser propriamente dito, dotado de identidade singular e identificada como a causa primeira. Em Descartes, a substância se apresenta como uma dimensão essencial do homem. Ele a divide em duas: res cogitans e res extensa e identifica, nelas, o pensamento e a matéria. Baruch de Espinosa, o terceiro filósofo que abordamos, ensina que a substância é o próprio Deus que em sua ilimitação manifesta na natureza finita a sua infinitude. O pensamento e a matéria, em Descartes, se apresentam como duas substâncias, em Espinosa, atributos e modos manifestam a grandeza de uma única substância. Não é, portanto, estranho de se notar a necessidade de um princípio primeiro como base constituinte de algo. A causa primeira de todas as coisas remete a um fundamento por excelência que, seguindo as reflexões que foram feitas levam a Deus. A este, Aristóteles, chamou de Motor Imóvel, Descartes de ser perfeito e, Espinosa, de substância única. Concluímos recordando que a pergunta pelo princípio primeiro das coisas não se encontra entre aquelas que são articuladas pelo homem do nosso tempo. Na realidade, os homens da atualidade se contentam com o que fenômenicamente se apresenta, com o que aparece, com o que é mostrado. Vem justamente desta situação, o imperioso desejo de retomar a substância como princípio primeiro. Os tempos modernos estão a demonstrar que quando se enfraquece a vontade de ir além da manifestação das coisas a razão se fragiliza, se deixa instrumentalizar. Toma-se atual o pedido, feito aos filósofos pelo Papa João Paulo II, de buscar fazer a razão passar do fenômeno para o fundamento (Fides et Razio, 83) e, neste último se encontra, justamente, a substância como causa de si e que existe independente de qualquer outra coisa.