O SUJEITO COMO PARTÍCIPE DA OBRA DE ARTE, SEGUNDO ARTHURSCHOPENHAUER
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Data
2019
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Resumo
Este trabalho consiste numa abordagem sobre o sujeito como partícipe da obra de arte, segundo o pensamento do filósofo Arthur de Schopenhauer, como se encontra manifesto particularmente no Livro III de sua obra O mundo como vontade e como representação. A questão a que nos voltamos é uma tentativa de compreender essa participação do sujeito na obra de arte. Para tanto, faz-se necessário apresentar os conceitos de vontade e de representação. A chave para tal entendimento se dá mediante a apreensão do corpo, pois nele encontram-se ambas as realidades ao mesmo tempo. Desse modo, podemos compreender também como se dá o processo de suspensão momentânea de individuação, na filosofia schopenhaueriana, uma vez que, por meio da contemplação estética, o individuo destitui-se de sua individualidade para assumir o modo de ser sujeito puro do conhecimento, destituído de toda vontade, entrando em contato com as Ideias expressas pelo artista na obra de arte, e que lhe permitem alcançar um quietivo momentâneo da vontade e, assim, suspender o sofrimento. Em nossa pesquisa buscou-se entender como o sujeito aliviado em tal estado momentâneo de
elevação pode chegar a alcançar na Ideia que é o essencial da contemplação, ou seja, o pleno equilíbrio com o objeto (a obra de arte) intuído, encontrando então o que se chama aqui de participação na obra de arte.
Descrição
Palavras-chave
Schopenhauer, Sujeito, Contemplação, Obra de arte