Trabalhos de Conclusão de Curso - Monografia

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    O CONCEITO DE MORTE PARA ARTHUR SHOPENHAUER EM SUA OBRA "METAFÍSICA DA MORTE"
    (2021) JOÃO CARLOS DANTAS DA SILVA
    Todos queremos existir e viver. Perante a vontade de vida, encontramos um "obstáculo" que nenhuma indiferença pode matar a consciência do que aparece como maior dificuldade da humanidade: a morte. Esse momento derradeiro tem motivado cada vez mais reflexões, entre tantas, acredita-se que o filósofo Arthur Schopenhauer em sua obra Metafisica da morte descreve a morte de forma coerente e leve. Ao descrevê-la como o fim da existência fenomênica, mas não do coisa-em-si, pois esse segundo é indestrutível leva a compreensão do sentido real de que todo ser humano irá enfrentar e que por isso requer ao invés de medo, atitude de coragem e serenidade que só pode ser obtida por meio da racionalidade diante do desconhecido. Pra iniciar essa discussão, torna-se necessário compreender a vida e obra schopenhaueriana e o fundamento da relação entre o fenômeno e o não perecível ser-em-si. Nessa abordagem, é oportuno apresentar outros filósofos que discorrem suas perspectivas do fim, principalmente como resposta ao problema da rejeição e banalização da morte da sociedade atual. A temática da finitude está envolta por uma visão atual e pessimista, potencializada pela pandemia. É indispensável não marginalizar aquilo que é nossa única certeza futura, mas devese destacar como importante uma nova forma de compreensão da morte, à luz da contribuição filosófica que quer oferecer às pessoas e à sociedade atual a possibilidade de elaborar suas ações diante do limite. Esse que embora no presente não seja nada para nós, torna-se uma potência que se aproxima cada dia mais, que porém não é um fim em si mesmo.
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    O SUJEITO COMO PARTÍCIPE DA OBRA DE ARTE, SEGUNDO ARTHURSCHOPENHAUER
    (2019) DAVI CARDOSO BORGES
    Este trabalho consiste numa abordagem sobre o sujeito como partícipe da obra de arte, segundo o pensamento do filósofo Arthur de Schopenhauer, como se encontra manifesto particularmente no Livro III de sua obra O mundo como vontade e como representação. A questão a que nos voltamos é uma tentativa de compreender essa participação do sujeito na obra de arte. Para tanto, faz-se necessário apresentar os conceitos de vontade e de representação. A chave para tal entendimento se dá mediante a apreensão do corpo, pois nele encontram-se ambas as realidades ao mesmo tempo. Desse modo, podemos compreender também como se dá o processo de suspensão momentânea de individuação, na filosofia schopenhaueriana, uma vez que, por meio da contemplação estética, o individuo destitui-se de sua individualidade para assumir o modo de ser sujeito puro do conhecimento, destituído de toda vontade, entrando em contato com as Ideias expressas pelo artista na obra de arte, e que lhe permitem alcançar um quietivo momentâneo da vontade e, assim, suspender o sofrimento. Em nossa pesquisa buscou-se entender como o sujeito aliviado em tal estado momentâneo de elevação pode chegar a alcançar na Ideia que é o essencial da contemplação, ou seja, o pleno equilíbrio com o objeto (a obra de arte) intuído, encontrando então o que se chama aqui de participação na obra de arte.