O CONCEITO DE MORTE PARA ARTHUR SHOPENHAUER EM SUA OBRA "METAFÍSICA DA MORTE"
Data
2021
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Resumo
Todos queremos existir e viver. Perante a vontade de vida, encontramos um "obstáculo" que
nenhuma indiferença pode matar a consciência do que aparece como maior dificuldade da
humanidade: a morte. Esse momento derradeiro tem motivado cada vez mais reflexões, entre
tantas, acredita-se que o filósofo Arthur Schopenhauer em sua obra Metafisica da morte
descreve a morte de forma coerente e leve. Ao descrevê-la como o fim da existência
fenomênica, mas não do coisa-em-si, pois esse segundo é indestrutível leva a compreensão do
sentido real de que todo ser humano irá enfrentar e que por isso requer ao invés de medo, atitude
de coragem e serenidade que só pode ser obtida por meio da racionalidade diante do
desconhecido. Pra iniciar essa discussão, torna-se necessário compreender a vida e obra
schopenhaueriana e o fundamento da relação entre o fenômeno e o não perecível ser-em-si.
Nessa abordagem, é oportuno apresentar outros filósofos que discorrem suas perspectivas do
fim, principalmente como resposta ao problema da rejeição e banalização da morte da sociedade
atual. A temática da finitude está envolta por uma visão atual e pessimista, potencializada pela
pandemia. É indispensável não marginalizar aquilo que é nossa única certeza futura, mas devese
destacar como importante uma nova forma de compreensão da morte, à luz da contribuição
filosófica que quer oferecer às pessoas e à sociedade atual a possibilidade de elaborar suas ações
diante do limite. Esse que embora no presente não seja nada para nós, torna-se uma potência
que se aproxima cada dia mais, que porém não é um fim em si mesmo.
Descrição
Palavras-chave
Morte, Schopenhauer, Metafísica, Banalização, Pandemia.