A QUESTÃO DO QUE É O HOMEM PARA ALÉM DA ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA

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Data

2023

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Resumo

No presente trabalho monográfico, propomo-nos analisar a crítica do filósofo alemão Martin Heidegger acerca da antropologia filosófica clássica em sua pergunta pelo “o que é o homem?”. Refletir-se-á, fundamentando-se em parte de sua obra Ser e Tempo, a nova forma de investigar o homem, evidenciando-se algumas divergências da concepção antropológica clássica. O filósofo ressalta um “esquecimento” por parte da filosofia no concernente à pergunta pelo Ser e propõe uma passagem da antropologia filosófica para a ontologia, com o fito de promover a pergunta pelo sentido do Ser, através do qual se poderá encontrar as possiblidades da existência do Dasein, o ser-aí. O Dasein é o próprio homem, o ente singular que se diverge dos outros entes não-humanos e pelo qual somente a ele se pode dirigir a pergunta pelo Ser. Heidegger não tenta definir o homem, pois isso seria limitá-lo em sua própria natureza, como sugeriram os clássicos. Sua proposta é revelar as possibilidades de sua existência, utilizando-se do método fenomenológico, que segundo ele, é o método mais viável para se realizar tal investigação. Entre as possibilidades de existência do homem, evidencia-se a existência autêntica e a existência inautêntica, abordadas pelo autor. A existência inautêntica se dá pela negação da finitude do homem, enquanto que a existência autêntica consiste na aceitação dessa condição. O homem passa pela experiência da angústia, dá sentido a sua existência, mas reconhece-se como um ser para a morte.

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Palavras-chave

Heidegger, Antropologia filosófica, homem, Ser, Dasein

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