A CONCEPÇÃO DE DEUS SEGUNDO DESCARTES
Data
2014
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Resumo
Este ensaio se propõe em analisar as três provas da existência de Deus, duas a posteriori e
uma a priori. A ideia de Deus nas Meditações cartesiana assume o ápice de seu pensamento.
Descartes desenvolve um método para chegar à prova da existência de Deus, que ficou
conhecido como método cartesiano. A ideia de Deus é uma ideia inata. Tal ideia é obtida por
exclusão das outras possíveis. Não pode ser adventícia, que se apresentam involuntariamente
à mente; a mesma exigiu uma escolha voluntaria; ela não pode ser factícia (empírica), a partir
do momento em que o conteúdo dela se impõe à mente sem que seja factícia, que são obras do
livre arbítrio do sujeito pensante. A ideia de Deus tem um fato peculiar: é inata porque é
próprio da natureza do eu que tem a ideia de Deus. Assim posso dizer que a minha natureza é
a ideia de Deus, enquanto trago a imagem dele. Essa é a tese mais importante, da imagem de
Deus trazida por Descartes, a criatura manifesta sua origem divina por alguma semelhança
com o criador. A finitude só é inteligível por comparação com a infinitude, se me conheço
como finito, é porque me comparo às perfeições que não possuo, mas das duas tenho a ideia.
A análise da ideia de Deus, de um lado, confirma a precedência do conhecimento claro e
distinto do infinito sobre o finito, e, do outro, encontro a ideia da absoluta perfeição por
análise da natureza finita.
Descrição
Palavras-chave
Descartes, Deus, A priori, A posteriori.