Licenciatura em Filosofia

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    SUICÍDIO: O JULGAMENTO DA VIDA PARA ALBERT CAMUS EM DIÁLOGO COM A LITERATURA DE FIÓDOR DOSTOIÉVSKI
    (2021) BRUNO SOARES DE OLIVEIRA
    O presente trabalho investiga o fenômeno do suicídio a partir da Filosofia do absurdo de Albert Camus, buscando apontar um julgamento correto da vida. Em sua obra O mito de Sísifo, Camus identifica a questão da automorte como um problema fundamental à filosofia, relacionando-a com a absurdidade – a desproporção entre o homem e o mundo. Em sua teorização, consciente do absurdo o homem só tem duas escolhas: o suicídio ou o reestabelecimento. Para a análise dessas opções, duas narrativas de Fiódor Dostoiévski, jornalista e escritor russo, serão utilizadas como pano de fundo para tal reflexão: A dócil e O sonho de um homem ridículo. Na primeira novela, encontramos um narrador que dialoga consigo mesmo tentando entender as motivações que levaram sua esposa a se matar. Na segunda, temos um homem que depois de perceber a falta de sentido em sua vida, planeja seu suicídio, mas desiste depois de ter sido abordado por uma menina. Para o desenvolvimento deste trabalho utilizamos Camus (2020) e Dostoiévski (2017), e alguns de seus comentadores, como Ortega (2010), Oliveira (1988) e Vargas (2016).
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    A RELAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO NA BUSCA PELA VERDADE A PARTffi DA OBRA SER FINITO E SER ETERNO DE EDITH STEIN
    (2020) EDMUNDO ARAÚJO DA SILVA
    A presente pesquisa bibliográfica tem por objetivo compreender o diálogo entre fé e razão na busca pela verdade a partir do pensamento da filósofa alemã Edith Stein (1891-1942). A busca pela verdade sempre foi a principal inquietação na vida de Edith Stein, para ela encontrar a verdade significa encontrar o próprio sentido do ser no mundo e a resposta para todas as dúvidas que o circundam. Todavia, para encontrar a verdade, segundo Edith Stein, é preciso estabelecer uma relação entre fé e razão, pois, a fé se toma necessária ao oferecer aquilo que a razão por si não poderia alcançar devido aos seus próprios limites. A relação entre fé e razão em Edith se dá a partir da confrontação estabelecida por ela entre filosofia moderna e filosofia medieval, fundamentada pelo pensamento de Edmund Husserl e santo Tomás de Aquino, que está grafada de forma sistemática na obra Serfinito e ser eterno. Por fim, esta pesquisa apresenta como itinerário: a coerência entre vida e obra de Edith Stein; a exposição da investigação do sentido do ser como ponto de partida em busca da verdade; a fé como instrumento guia da razão para se buscar a verdade.
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    O BIOPODER COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE NA VIDA BIOLÓGICA DO INDIVÍDUO NA OBRAHOMO SACER DE GIORGIO AGAMBEN
    (2020) ERNANDESROCHASENE
    A investigação filosófica de Giorgio Agamben consiste nas relações do novo poder moderno, que ultraja a essência da vida biológica e política, percorrendo o itinerário político clássico, atualizando-se pelas relações de forças jurídicas e governamentais contemporâneas, vinculadas à violência soberana, enfatizando a relevância do biopoder como dispositivo de controle sobre a vida humana, gerando na sociedade a suspensão do direito, que torna-se regra na sociedade vigente através do estado de exceção. Sendo assim, a vida humana é colocada em questão. Com este fim, apresentamos primeiramente, os conceitos fundamentais da investigação filosófica de Giorgio Agamben, fazendo menção à tradição clássica do direito romano. Assim, essa segunda parte, aprofunda a vida, em seu sentido biológico, cuja vida, encontra-se em situação de exclusão na comunidade política pelas relações de força predominante na comunidade clássica, passando por um processo de transição na Idade Moderna, tomando-se alvo de estratégias e cálculos pelo novo poder biopolítico. Posteriormente são apresentados exemplos práticos da atuação do biopoder moderno relacionado à vida nua em confronto com o bem-comum, acarretando desse modo, a perca do sentido moral, ético e cristão na sociedade hodierna. Assim, o corpo biológico torna-se o centro de investimentos políticos estatais e forças capitalistas, que controlam e separam o corpo biológico da dignidade humana, sobrepondo a vida natural como capital humano biológico e, no entanto, são alvos das piores atrocidades desumanas, que são enfatizadas, através de experimentos desastrosos e que juridicamente têm sua validade econômica.
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    A REPRESENTAÇÃO DO MITO DA CAVERNA NO CINEMA CONTEMPORÂNEO
    (2021) FELIPE DE OLIVEIRA SILVA
    A sociedade contemporânea tem a seu dispor diversas opções de entretenimento. Entre as opções mais democráticas está a chamada "sétima arte": o cinema. A relevância do cinema enquanto tema está na sua versatilidade em adequar-se aos mais diversos públicos ao longo do tempo. Independente da renda, raça, religião ou modo de vida, o cinema estará colocado como opção de desenfado ou ação cultural; uma forma de lazer relativamente barata e variada. Realiza-se neste trabalho uma análise comparativa de narrativas acerca da realidade, entre a apresentada no cinema: com Vanilla Sky, e a apresentada no Mito da Caverna, de Platão. Constata-se que o cinema pode servir para acomodar no espectador as imagens que são projetadas à sua frente ou servir para provocar o desejo de ir além dos muros, das fronteiras: libertar-se e aproximar-se da verdade, saindo da caverna. O cinema está instalado nos centros comerciais, mas também nos espaços reservados, acessível a diversos públicos, aos quais a indústria cultural, movida por interesses comerciais, dirige suas estratégias de conquista. Diante da complexa realidade de conceitos e ideologias que o influenciam, o cinema evolui ao longo do tempo, trazendo renovação e sedução.
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    O CONCEITO DE MORTE PARA ARTHUR SHOPENHAUER EM SUA OBRA "METAFÍSICA DA MORTE"
    (2021) JOÃO CARLOS DANTAS DA SILVA
    Todos queremos existir e viver. Perante a vontade de vida, encontramos um "obstáculo" que nenhuma indiferença pode matar a consciência do que aparece como maior dificuldade da humanidade: a morte. Esse momento derradeiro tem motivado cada vez mais reflexões, entre tantas, acredita-se que o filósofo Arthur Schopenhauer em sua obra Metafisica da morte descreve a morte de forma coerente e leve. Ao descrevê-la como o fim da existência fenomênica, mas não do coisa-em-si, pois esse segundo é indestrutível leva a compreensão do sentido real de que todo ser humano irá enfrentar e que por isso requer ao invés de medo, atitude de coragem e serenidade que só pode ser obtida por meio da racionalidade diante do desconhecido. Pra iniciar essa discussão, torna-se necessário compreender a vida e obra schopenhaueriana e o fundamento da relação entre o fenômeno e o não perecível ser-em-si. Nessa abordagem, é oportuno apresentar outros filósofos que discorrem suas perspectivas do fim, principalmente como resposta ao problema da rejeição e banalização da morte da sociedade atual. A temática da finitude está envolta por uma visão atual e pessimista, potencializada pela pandemia. É indispensável não marginalizar aquilo que é nossa única certeza futura, mas devese destacar como importante uma nova forma de compreensão da morte, à luz da contribuição filosófica que quer oferecer às pessoas e à sociedade atual a possibilidade de elaborar suas ações diante do limite. Esse que embora no presente não seja nada para nós, torna-se uma potência que se aproxima cada dia mais, que porém não é um fim em si mesmo.
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    A MORTE COMO CONSEQUÊNCIA DO VIVER BEM NA OBRA ENSAIOS DE MICHEL DE MONTAIGNE
    (2021) MIGUEL WANDERSON BRITO SILVA
    A discussão sobre o fenômeno da morte está crescendo gradativamente com variadas tendências dentro da sociedade contemporânea. O filósofo francês Michel de Montaigne, em sua obra Ensaios, apresenta a morte como consequência do bem viver, ou seja, somente aqueles que descobriram o sentido da vida poderão entender o sentido da morte. Para nos introduzir nesse estudo, torna-se necessário compreender os fundamentos da relação entre morrer e viver bem e o link entre a postura humana de liberdade ou de angústia frente à morte. Nessa abordagem, Montaigne e Sartre se desencontram visivelmente. Para um, a morte é expressão do bem viver, para o outro, a morte leva à profunda angústia. Na sociedade atual, a interpelação da morte frente à liberdade do homem abre uma discussão sobre o complexo problema do suicídio. Dentre os mais relevantes, vale destacar: o suicídio como precipitação para a morte e fuga da realidade, e, o suicídio diante da morte enquanto consequência do bem viver. Refletir sobre a vida e a morte, sobre a liberdade e a angústia e, sobre suicídio, é uma contribuição filosófica que quer oferecer às pessoas e à sociedade atual, a possibilidade de ressignificar suas ações e valores atribuídos à vida, para que assim, vivam mais e melhor.
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    - A RELAÇÃO DE DEPENDÊNCIA DO HOMEM PARA COM DEUS NA PESQUISA FILOSÓFICA DE EDITH STEIN
    (2022) DENILSON DE SOUSA VIEIRA
    A presente pesqu tem por objetivo compreender a relação do homem para com Deus, na pesquisa filosófica de Edith Stein (1891-1942), utilizando-se de algumas de suas obras, dentre elas a sua principal, Ser Finito e Ser Eterno. Em seu itinerário filosófico, Edith utiliza-se da fenomenologia como instrumento de investigação minuciosa do ser do homem com o intuito de compreendê-lo, e a partir de suas investigações assimila que o homem é um ser finito que não é causa de si mesmo e depende de um Ser que está acima dele e que é causa de todas as coisas existentes, a este ela denomina como Ser Eterno. Com isso a temática em questão aparece relevante em suas obras, revelando, portanto, que o homem sendo este ser diferenciado dos demais animais e dos vegetais, é um ser criado com uma finalidade. Por fim, esta pesquisa apresenta, na visão filosófica da pensadora em questão, que o homem foi criado por Deus, é Ele que o mantém na existência e é para Ele que o homem está destinado.
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    O CONHECIMENTO DE DEUS NO ITINERARJUMMENTIS INDEUMDE SÃO BOAVENTURA
    (2023) FRANCISCO RICKELME GOMES BARROS
    Este trabalho pretende analisar a questão da teodiceia que São Boaventura de Bagnoregio levanta em sua obra Itinerarium mentis in Deum (1259). Tendo como objeto de pesquisa o conhecimento de Deus, pois em seu itinerário místico ele faz um percurso didático que leva a questão: como se apresenta o conhecimento de Deus em sua criação, em suas criaturas e como a racionalidade do homem pode, pela iluminação divina, chegar a tal conhecimento? Em seu itinerário a questão relevante não é posta na existência de Deus, sendo esta uma certeza, mas como se apresenta e como se pode chegar a essa cognoscibilidade. O autor elabora um caminho místico-filosófico em três vias, para alcançar esse conhecimento. Trabalhando com base na teoria da iluminação ele segue por um caminho gradativo, percorrendo a via sensitiva, a via intelectiva e a via sapiencial, até chegar no êxtase mental, o ápice do conhecimento. A discussão filosófica da teodiceia boaventuriana se apresenta como uma síntese dos pensamentos da época e com grande contribuição em torno da capacidade ilimitada (Capax Dei) do ser humano para alcançar o verdadeiro conhecimento na contemplação de seu Criador.
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    ANÁLISE METAFÍSICA ACERCA DE DEUS EM RENÉ DESCARTES
    (2022) JOSÉ WILLIAN PALMEIRA DA ROCHA
    A presente monografia tem como objetivo apresentar a temática de Deus a partir do percurso teórico de Descartes, através da questão da dúvida, da verificação do Cogito e, por fim, com as provas da existência divina, tomando por base as meditações cartesianas. A obra Meditações Metafisicas é o referencial na construção desse trabalho. A referida obra consiste em apresentar os meios possíveis para o alcance do conhecimento racional e verídico acerca de Deus. Para tal, procurou-se organizar essa monografia em três capítulos, a saber: no primeiro, é feita a explanação do método da dúvida, onde Descartes põe em cheque todo a conhecimento que até então julgava verdadeiro; no segundo momento, segue-se com a radicalização da dúvida, onde o autor passa a buscar o que de fato era considerado um conhecimento. Nesse itinerário, Descartes vai de encontro com a ideia de um gênio maligno, quer dizer, a figura de um Deus enganador, levando-o a descoberta do Cogito, simbolizado na clássica sentença: "penso logo existo". Trata-se portanto da primeira verdade conquistada, adquirida racionalmente. Usando de alegorias, o autor dá o exemplo da cera, um argumento que possibilitou comprovar que o espírito humano é mais maleável no conhecer que as substâncias materiais. Por fim, no último capítulo, toma-se o cerne da questão: a existência de Deus fundamentada em provas. No término, é demonstrada a eficácia dessas provas na elaboração de uma ideia de Deus como a origem da própria ideia que se tem dele, respaldando-se nos atributos que lhes são próprios: infinito, perfeito e motivo para tudo quanto existe no mundo.