Licenciatura em Filosofia

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    O CONCEITO DE MORTE PARA ARTHUR SHOPENHAUER EM SUA OBRA "METAFÍSICA DA MORTE"
    (2021) JOÃO CARLOS DANTAS DA SILVA
    Todos queremos existir e viver. Perante a vontade de vida, encontramos um "obstáculo" que nenhuma indiferença pode matar a consciência do que aparece como maior dificuldade da humanidade: a morte. Esse momento derradeiro tem motivado cada vez mais reflexões, entre tantas, acredita-se que o filósofo Arthur Schopenhauer em sua obra Metafisica da morte descreve a morte de forma coerente e leve. Ao descrevê-la como o fim da existência fenomênica, mas não do coisa-em-si, pois esse segundo é indestrutível leva a compreensão do sentido real de que todo ser humano irá enfrentar e que por isso requer ao invés de medo, atitude de coragem e serenidade que só pode ser obtida por meio da racionalidade diante do desconhecido. Pra iniciar essa discussão, torna-se necessário compreender a vida e obra schopenhaueriana e o fundamento da relação entre o fenômeno e o não perecível ser-em-si. Nessa abordagem, é oportuno apresentar outros filósofos que discorrem suas perspectivas do fim, principalmente como resposta ao problema da rejeição e banalização da morte da sociedade atual. A temática da finitude está envolta por uma visão atual e pessimista, potencializada pela pandemia. É indispensável não marginalizar aquilo que é nossa única certeza futura, mas devese destacar como importante uma nova forma de compreensão da morte, à luz da contribuição filosófica que quer oferecer às pessoas e à sociedade atual a possibilidade de elaborar suas ações diante do limite. Esse que embora no presente não seja nada para nós, torna-se uma potência que se aproxima cada dia mais, que porém não é um fim em si mesmo.
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    A MORTE COMO CONSEQUÊNCIA DO VIVER BEM NA OBRA ENSAIOS DE MICHEL DE MONTAIGNE
    (2021) MIGUEL WANDERSON BRITO SILVA
    A discussão sobre o fenômeno da morte está crescendo gradativamente com variadas tendências dentro da sociedade contemporânea. O filósofo francês Michel de Montaigne, em sua obra Ensaios, apresenta a morte como consequência do bem viver, ou seja, somente aqueles que descobriram o sentido da vida poderão entender o sentido da morte. Para nos introduzir nesse estudo, torna-se necessário compreender os fundamentos da relação entre morrer e viver bem e o link entre a postura humana de liberdade ou de angústia frente à morte. Nessa abordagem, Montaigne e Sartre se desencontram visivelmente. Para um, a morte é expressão do bem viver, para o outro, a morte leva à profunda angústia. Na sociedade atual, a interpelação da morte frente à liberdade do homem abre uma discussão sobre o complexo problema do suicídio. Dentre os mais relevantes, vale destacar: o suicídio como precipitação para a morte e fuga da realidade, e, o suicídio diante da morte enquanto consequência do bem viver. Refletir sobre a vida e a morte, sobre a liberdade e a angústia e, sobre suicídio, é uma contribuição filosófica que quer oferecer às pessoas e à sociedade atual, a possibilidade de ressignificar suas ações e valores atribuídos à vida, para que assim, vivam mais e melhor.
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    MORTE: CONDIÇÃO ESSENCIAL DA VIDA HUMANA
    (2016) SEVERINO FÉLIX DOS SANTOS
    A morte é condição essencial da vida humana porque dela o ser humano independentemente da filosofia de vida que defenda não pode jamais se isentar. O nosso objetivo principal foi trazer presente esta temática tão relevante à maturidade e profundidade humanas. Segundo Kant filosofar não é nada mais que aprender a morrer. O mundo moderno e capitalista tem com freqüência ignorado as realidades essenciais da vida. Nas palavras de Karl Rhaner tem absolutizado o relativo e relativizado o absoluto. Assim tem feito com o amor, a fé, Deus e a morte, sobretudo. No capítulo primeiro apresentamos uma visão geral da morte no horizonte de toda filosofia, destacando os principais filósofos que discorreram sobre este tema. No segundo ancorados em Jorge Trevisol apresentamos a temática da angústia como questão indissociável do ser moral. No terceiro capítulo trouxemos a contribuição de Hannah Arendt a respeito da morte, destacando, sobretudo a problemática da "facticidade" e no quarto e último capítulo fizemos uma viagem com Jean Paul Sartre naquilo que ele pensou e sistematizou referente a este assunto, dando ênfase à "nadificação" conceito principal cunhado por nosso filósofo para falar na experiência da morte. E assim nossa reflexão foi se efetivando, como disse Roberto Crema se quisermos ter uma sociedade saudável haveremos de colocar no currículo escolar a disciplina "tanatologia". Porque quem perdeu o medo da morte perdeu todos os medos.