Licenciatura em Filosofia

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    A CONCEPÇÃO DE FELICIDADE EM AGOSTINHO DE HIPONA
    (2020) RODOLFO LIMA ALVES
    O presente trabalho monográfico traz uma reflexão sistemática a respeito da felicidade, segundo Agostinho de Hipona. Ele diante de suas inquietações, procura um preenchimento para sua vida, nisso, a obra base intitulada vida feliz, o Bispo convida alguns amigos para a festividade de seu 32° aniversário, o filósofo apresenta uma análise a respeito da temática para se chegar até a vida feliz. Felicidade essa, que já foi discutia pelos primeiros filósofos da Grécia antiga, a saber: Sócrates, Platão, Aristóteles, Cícero, etc. Para o homem alcançar a vida feliz, é necessário trilha um caminho de busca constante da verdade, por certo, o próprio Agostinho passou por vários caminhos que tinham suas ideias próprias, mas ele não se encontrava em nenhum desses caminhos, assim, o Mestre da interioridade só encontra um caminho, quando se depara com os sermões do Bispo Ambrósio, e se adentra para a fé cristã. Bem como, Agostinho destaca que para o homem ter uma vida sadia, necessita alimentar o corpo e a alma, e sua alma deve buscar o equilíbrio para reger o corpo. Todavia, a alma só encontra a plena felicidade no perfeito encontro com Deus, que é a felicidade, mas, o homem pode ser feliz aqui, porém é uma felicidade passageira, alicerçada em bens frágeis, ao contrário, aquilo que é duradouro, é a felicidade com a Trindade Santa.
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    O CONCEITO DE SUBSTÂNCIA EMARISTÓTELES, DESCARTES E ESPINOSA
    (2014) WAGNER FRANCISCO DE SOUSA CARVALHO
    Este Trabalho de Conclusão tem por objetivo apresentar o pensamento de Aristóteles, Descartes e Espinosa a cerca da substância. Demonstramos, ainda, que o referido conceito se manifesta em contextos históricos diversificados gerando, também, diferentes reflexões. Em Aristóteles, a substância se apresenta como aquilo que se opõe a tudo o que é ornamental, artificial. Ela pode ser identificada como o ser propriamente dito, dotado de identidade singular e identificada como a causa primeira. Em Descartes, a substância se apresenta como uma dimensão essencial do homem. Ele a divide em duas: res cogitans e res extensa e identifica, nelas, o pensamento e a matéria. Baruch de Espinosa, o terceiro filósofo que abordamos, ensina que a substância é o próprio Deus que em sua ilimitação manifesta na natureza finita a sua infinitude. O pensamento e a matéria, em Descartes, se apresentam como duas substâncias, em Espinosa, atributos e modos manifestam a grandeza de uma única substância. Não é, portanto, estranho de se notar a necessidade de um princípio primeiro como base constituinte de algo. A causa primeira de todas as coisas remete a um fundamento por excelência que, seguindo as reflexões que foram feitas levam a Deus. A este, Aristóteles, chamou de Motor Imóvel, Descartes de ser perfeito e, Espinosa, de substância única. Concluímos recordando que a pergunta pelo princípio primeiro das coisas não se encontra entre aquelas que são articuladas pelo homem do nosso tempo. Na realidade, os homens da atualidade se contentam com o que fenômenicamente se apresenta, com o que aparece, com o que é mostrado. Vem justamente desta situação, o imperioso desejo de retomar a substância como princípio primeiro. Os tempos modernos estão a demonstrar que quando se enfraquece a vontade de ir além da manifestação das coisas a razão se fragiliza, se deixa instrumentalizar. Toma-se atual o pedido, feito aos filósofos pelo Papa João Paulo II, de buscar fazer a razão passar do fenômeno para o fundamento (Fides et Razio, 83) e, neste último se encontra, justamente, a substância como causa de si e que existe independente de qualquer outra coisa.