Licenciatura em Filosofia
URI permanente desta comunidadehttps://repositorio.icespi.edu.br/handle/123456789/11
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Item A DISTINÇÃO ENTRE MENTE E CORPO NA OBRA "MEDITAÇÕES", DE RENÉ DESCARTES(2016) WELLINGTON RODRIGUES DA SILVAO presente trabalho tem como propósito apresentar a distinção entre mente e corpo, usando como referência filosófica René Descartes o pensador que inaugura as inquirições sobre o tema com suas obras Discurso sobre o método e Meditações Metafisicas. Na primeira seção é realizada uma relevante exposição da teoria dualista de René Descartes, com especial ênfase em suas concepções a respeito da "mente" (ou "coisa pensante") e do corpo (ou "coisa extensa"). Além disso, discutimos a interação existente entre estas duas substâncias, já que Descartes sustenta não somente a noção de dualidade, mas também a de relação causal entre as duas substâncias. Na segunda, são abordadas as críticas ao dualismo cartesiano na teoria da identidade mediante as objeções contidas nos trabalhos de Gilbert Ryle e Ullin T. Place, bem como a insuficiência da teoria da identidade, uma vez que esta teoria não oferece respostas satisfatórias para o problema mente-corpo. Na terceira seção são apresentados os três argumentos para a distinção entre mente e corpo, a saber: "o argumento da dúvida", "o argumento da percepção clara e distinta" e "o argumento da indivisibilidade da mente". Estes têm como escopo a corroboração da distinção entre mente e corpo estabelecida por Descartes.Item O BIOPODER COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE NA VIDA BIOLÓGICA DO INDIVÍDUO NA OBRAHOMO SACER DE GIORGIO AGAMBEN(2020) ERNANDESROCHASENEA investigação filosófica de Giorgio Agamben consiste nas relações do novo poder moderno, que ultraja a essência da vida biológica e política, percorrendo o itinerário político clássico, atualizando-se pelas relações de forças jurídicas e governamentais contemporâneas, vinculadas à violência soberana, enfatizando a relevância do biopoder como dispositivo de controle sobre a vida humana, gerando na sociedade a suspensão do direito, que torna-se regra na sociedade vigente através do estado de exceção. Sendo assim, a vida humana é colocada em questão. Com este fim, apresentamos primeiramente, os conceitos fundamentais da investigação filosófica de Giorgio Agamben, fazendo menção à tradição clássica do direito romano. Assim, essa segunda parte, aprofunda a vida, em seu sentido biológico, cuja vida, encontra-se em situação de exclusão na comunidade política pelas relações de força predominante na comunidade clássica, passando por um processo de transição na Idade Moderna, tomando-se alvo de estratégias e cálculos pelo novo poder biopolítico. Posteriormente são apresentados exemplos práticos da atuação do biopoder moderno relacionado à vida nua em confronto com o bem-comum, acarretando desse modo, a perca do sentido moral, ético e cristão na sociedade hodierna. Assim, o corpo biológico torna-se o centro de investimentos políticos estatais e forças capitalistas, que controlam e separam o corpo biológico da dignidade humana, sobrepondo a vida natural como capital humano biológico e, no entanto, são alvos das piores atrocidades desumanas, que são enfatizadas, através de experimentos desastrosos e que juridicamente têm sua validade econômica.Item A CONCEPÇÃO DE FELICIDADE EM AGOSTINHO DE HIPONA(2020) RODOLFO LIMA ALVESO presente trabalho monográfico traz uma reflexão sistemática a respeito da felicidade, segundo Agostinho de Hipona. Ele diante de suas inquietações, procura um preenchimento para sua vida, nisso, a obra base intitulada vida feliz, o Bispo convida alguns amigos para a festividade de seu 32° aniversário, o filósofo apresenta uma análise a respeito da temática para se chegar até a vida feliz. Felicidade essa, que já foi discutia pelos primeiros filósofos da Grécia antiga, a saber: Sócrates, Platão, Aristóteles, Cícero, etc. Para o homem alcançar a vida feliz, é necessário trilha um caminho de busca constante da verdade, por certo, o próprio Agostinho passou por vários caminhos que tinham suas ideias próprias, mas ele não se encontrava em nenhum desses caminhos, assim, o Mestre da interioridade só encontra um caminho, quando se depara com os sermões do Bispo Ambrósio, e se adentra para a fé cristã. Bem como, Agostinho destaca que para o homem ter uma vida sadia, necessita alimentar o corpo e a alma, e sua alma deve buscar o equilíbrio para reger o corpo. Todavia, a alma só encontra a plena felicidade no perfeito encontro com Deus, que é a felicidade, mas, o homem pode ser feliz aqui, porém é uma felicidade passageira, alicerçada em bens frágeis, ao contrário, aquilo que é duradouro, é a felicidade com a Trindade Santa.