Licenciatura em Filosofia

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    A ÉTICA DA RESPONSABILIDADE COMO CAMINHO DE UM AGIR ÉTICO PARA UMA SOCIEDADE TECNOLÓGICA EM HANS JONAS
    (2020) MAYCKON DOUGLAS CALAÇA MACHADO
    A ética de Hans Jonas pretende oferecer bases sólidas para uma filosofia da ação. Jonas viveu em um tempo conturbado, no qual a técnica crescia cada vez mais e ao mesmo tempo a ética tradicional não abarcava mais de modo adequado aos problemas suscitados pela evolução tecnológica. Com isso, Jonas propõe um novo princípio ético pelo qual deve se orientar a ação humana. Elabora um novo imperativo categórico levando em conta a vida futura, diferentemente da ética tradicional que tinha um olhar voltado para o presente. Um dos elementos que Jonas utiliza é a heurística do temor, pois, trata-se de uma prudência para o agir humano, fazendo com que o homem se reconcilie com a natureza e tenha a obrigação do cuidado por aqueles que estão por vir. Os modelos de responsabilidade que Jonas propõe têm em comum o zelo e o cuidado pela geração futura. Assim, o pensamento jonasiano se apresenta como uma proposta para o estabelecimento de um novo princípio ético a favor da vida futura.
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    O IMPERATIVO CATEGÓRICO E A LIBERDADE NAS OBRAS "FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES" E "CRÍTICA DA RAZÃO PRÁTICA", DE KANT
    (2014) WELSON BARBOSA
    Kant sistematizou a moralidade nas obras Fundamentação da metafisica dos costumes e Crítica da razão prática. A moralidade requer dois componentes indispensáveis, a saber: a lei e a liberdade. A vontade deve ser livre de qualquer determinação da sensibilidade, a fim de garantir a moralidade da ação. A indeterminação da vontade, daquilo que é sensível, é a liberdade em sentido negativo. A liberdade em sentido positivo se encontra na vontade autônoma, isto é, na capacidade do homem legislar a si mesmo, de autodeterminar-se. A liberdade é o fundamento da lei moral. É a liberdade da vontade que garante as ações morais. A lei moral se expressa formalmente no imperativo categórico. O homem encontra nele o padrão de medida da moralidade, isto é, o critério para que uma máxima subjetiva se tome objetiva, por conseguinte, uma máxima moral. A lei moral se apresenta ao indivíduo como um factum da razão. Este é a consciência moral presente no ser dotado de razão e vontade. Embora o indivíduo não possua uma sistematicidade mental no que se refere à moralidade, ainda consta-se nele uma consciência que julga as suas ações como morais ou imorais. A partir dofactum da razão, tem-se o sentimento de respeito à lei.