Licenciatura em Filosofia

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Resultados da Pesquisa

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    REFLEXÕES ANTROPOLÓGICAS A PARTIR DA FILOSOFIA DE WITTGENSTEIN
    (2014) JOSÉ LEONARDO DOS SANTOS LEITE
    O presente trabalho consiste de uma pesquisa bibliográfica sobre a concepção antropológica subjacente à filosofia de Wittgenstein, principalmente no âmbito da obra Investigações Filosóficas. O principal objetivo é destacar o ponto de vista antropológico do referido filósofo. No texto, apresenta-se uma contextualização da pesquisa esboçando-se um panorama da Antropologia Filosófica na contemporaneidade, analisa-se o enfoque antropológico nas investigações linguísticas de Wittgenstein e, busca-se, finalmente, deduzir uma concepção antropológica do filósofo. A proeminência da linguagem como característica peculiar do humano e a ênfase do método linguístico na filosofia contemporânea põem a relevância de analisar a questão antropológica tendo como referencial teórico as abordagens filosóficas de Wittgenstein. Estudos anteriores sobre o tema visualizaram diferentes elementos antropológicos na produção filosófica wittgensteiniana. A abordagem antropológica insere-se numa meta de pesquisa maior do filósofo, isto é, a questão sobre o sentido das proposições. Wittgenstein partiu de uma concepção designativa da linguagem para progressivamente chegar a uma concepção pragmática. Sua teoria linguística posterior é antropológica por ele ter passado a ver a linguagem inserida no conjunto das práticas humanas, utilizar a metodologia de exemplos de comunidades humanas fictícias, e investigar a intencionalidade das proposições baseando-se em observações do comportamento humano. Da refutação do papel dos processos mentais para a formação do sentido, brota a compreensão do indivíduo humano como uma unidade psicofísica, um ser vivo no fluxo da vida. O intelecto é marcadopelos condicionamentos biológicos, como também pelo conjunto de hábitos, crenças e regras do meio social, incluindo a linguagem. A noção de "formas de vida" expressa, particularmente, a concepção antropológica de Wittgenstein, na qual a vida humana é entendida como um fenômeno complexo, contendo vários elementos tanto de ordem biológica como cultural. A pesquisa indicou que a existência humana, a partir da filosofia de Wittgenstein, é vista como um complexo irredutível expresso na ideia de "formas de vida", as quais se constituem nos elementos transcendentais da ação, da linguagem, e também do pensamento.
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    A HERMENÊUTICA FILOSÓFICA DE GADAMER E SUAS IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS
    (2014) IGOR ETEVAN TORRES ALMEIDA
    A hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer é uma posição contemporânea que encara a compreensão como autêntico modo de ser, na dualidade inevitável que abriga o sentido no meio universal da linguagem e enraíza-o na efetividade da dinâmica histórica. Esta pesquisa objetiva apresentar o quadro geral do pensamento hermenêutico de Gadamer e analisar as implicações deste tipo de racionalidade no ambiente da educação. Define-se inicialmente a radicalização do filósofo de Marburgo a partir do panorama histórico-crítico da hermenêutica, desde as raízes mitológicas, passando pela concepção transformadora do Dasein, até a fundação de uma hermenêutica contemporânea. Em seguida, apresentam-se os traços gerais da hermenêutica filosófica, inaugurada por Gadamer na obra Verdade e Método, sob as nuances de uma corrente entendida, sobretudo, no movimento contínuo do diálogo, com a valorização dos limites e da sadia abertura rumo ao significado. Enfim, sobre a aplicação pedagógica do legado gadameriano, preocupado em contrapor a superficialidade técnica e a ingenuidade da ciência, acentua-se a possibilidade de considerar na totalidade da experiência o ambiente favorável à formação ampla, que corresponde ao conceito de Bildung, enquanto resgata-se a postura ética do saber prático aristotélico. Gadamer propõe, antes com a própria postura, depois com seus escritos, uma hermenêutica incrivelmente expansiva, fundada na compreensão do sentido histórico e com pretensões de universalidade na base da discussão linguística.
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    ÉTICA DO DISCURSO EM HABERMAS
    (2023) ALEXANDRE NASCIMENTO FREITAS
    A presente pesquisa tem como objetivo compreender a fundamentação da Ética do Discurso, tomando o filósofo alemão Jürgen Habermas e a sua obra Consciência Moral e Agir comunicativo (1983). Utilizando-se de algumas outras obras de sua autoria. Em seu percurso filosófico, Habermas utiliza-se da Ética do Discurso como meio de validação, fundamentação e universalização de normas morais, no intuito de, por meio da linguagem, alcançar o consenso em sociedades atuais que vivem a ascensão de posturas que excluem aqueles que são diferentes. A proposta de Habermas é que com a ética discursiva, tais posturas sejam revistas e extintas das sociedades. O investimento realizado pelo pensador em questão busca fazer com que os sujeitos, livres e iguais, alcancem um estágio ético superior ao hodierno. Por fim, é a Ética do Discurso, por meio da intersubjetividade, que torna os indivíduos capazes de pensar uma sociedade justa e igual.
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    A LINGUAGEM COMO CONSTITUINTE BIOLÓGICO DO SER HUMANO NA OBRA “LINGUAGEM E MENTE” DE NOAM CHOMSKY
    (2021) OVESLANDO SILVA LIMA
    A teoria gerativista de Noam Chomsky, enquanto proposta teórica, aspira oferecer bases palpáveis para uma filosofia da linguagem. O seu jeito próprio de filosofar não se prende ao rigorismo das teorias já existentes, mas parte da pessoa como um ser linguístico. Sua proposta principal no que diz respeito ao problema da aquisição da linguagem é de que forma a linguagem constitui um campo de conhecimento produtivo em termos da variedade de questionamentos e hipóteses levantados para o processo por meio do qual a criança adquire o conhecimento de uma língua particular. Eis porque sua empreitada filosófica não pode abstrair da pessoa da linguagem. Em meio à variedade de perspectivas teóricas para o tratamento deste processo de aquisição, pretende-se, no presente trabalho monográfico, focalizar a hipótese inatista e a teoria da aquisição linguagem, fundamentada no pensamento de Noam Chomsky, fundamentando-as através de revisões teóricas acerca do processo evolutivo da linguagem e da cognição humana, das concepções de linguagem. O pensamento gerativista de Chomsky se apresenta, então, como uma proposta para um novo desenvolvimento do ser humano como um ser linguístico.