Licenciatura em Filosofia
URI permanente desta comunidadehttps://repositorio.icespi.edu.br/handle/123456789/11
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Item A CONCEPÇÃO ANTROPOLÓGICA A PARTIR DA OBRA ASSIM FALAVA ZARATUSTRA(2018) LUCAS DE OLIVEIRAUm dos grandes desafios do homem no mundo contemporâneo é viver livre, sem nenhum tipo de escravidão como "vontade de potência". Com uma concepção antropológica a partir da Obra Assim Falava Zaratustra, Nietzsche apresenta a "vontade de potência" nas três metamorfoses: Camelo, Leão e Criança. Nietzsche apresenta o homem que enfrenta suas virtudes e fraquezas como caminho para vencer a si próprio enquanto princípio de superação. Para melhor compreender essa "vontade de potência" vale-se do conceito de vontade em Schopenhauer, pois é deste conceito que Nietzsche desenvolveu o seu entendimento de "vontade de potência". Para Schopenhauer a vontade seria a porta de acesso à verdade do mundo. Já a vontade de potência em Nietzsche é a essência das coisas, como também uma força criadora que permite ao homem superar a si próprio. Neste trabalho, busco demostrar como Nietzsche aborda a "vontade de potência" dentro da teoria do conhecimento, da natureza e na moral. A partir dessas ideias o "super-homem" vai ser aquele que vive tudo isso com uma força tal que o impulsiona para um futuro e para situações que estarão sempre sob ele e nunca sobre o mesmo enquanto vítima, refém. O homem vivendo a "vontade de potência" atinge o "super-homem".Item EDUCAÇÃO PARA A RECONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE A PARTIR DA TEORIA DE JEAN JACQUES ROUSSEAU(2018) ILTON OLIVEIRA PORTELAEste trabalho objetiva compreender o papel da educação para a reconstrução da sociedade a partir da teoria político-educacional de Rousseau. Este constrói uma tese, onde apresenta uma concepção de homem com uma natureza originalmente boa, mas devido ao processo de má socialização e de estabelecimento do estado civil, neste a sociedade sofreu grandes transformações, as quais também ocorreram na natureza do homem. Ao teorizar no campo do direito político (antítese), busca encontrar os princípios que devem legitimamente, fundamentar uma associação que vise a conservação da liberdade do homem ao torná-lo sociabilizado, a partir do estabelecimento do estado civil. No âmbito da educação (síntese) elabora um projeto de formação que objetiva valorizar as disposições da natureza humana, em um plano particular, como também conceder as habilidades morais, intelectuais e políticas que possibilitam um agir diferente na sociedade.Item O DESESPERO EM KIERKEGAARD(2011) FRANCISCO BERTO DE CARVALHOEste trabalho tem por objetivo expor a concepção de desespero apresentado pelo filósofo dinamarquês Soeren Aabye Kierkegaard (1813- 1855) em sua obra O desespero humano (1849). O desespero é a "doença mortal", porque é a enfermidade do homem, do eu, que é espírito e, é universal, porque é inerente à personalidade humana. Diante disso, Kierkegaard examina o desejo do homem de entender Deus e analisa a luta humana para eliminar o desespero através da imortalidade da alma. Ao mapear a existência humana em três estágios: o estético, o ético e o religioso, ele mostra que a conquista da fé, que se dá no terceiro estágio, está relacionada com a imortalização "a partir'' da vida mortal. Portanto, o desespero é um existencial e é impossível o ser humano não passar por ele.Item A QUESTÃO DO QUE É O HOMEM PARA ALÉM DA ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA(2023) MATEUS VIEIRA DA SILVANo presente trabalho monográfico, propomo-nos analisar a crítica do filósofo alemão Martin Heidegger acerca da antropologia filosófica clássica em sua pergunta pelo “o que é o homem?”. Refletir-se-á, fundamentando-se em parte de sua obra Ser e Tempo, a nova forma de investigar o homem, evidenciando-se algumas divergências da concepção antropológica clássica. O filósofo ressalta um “esquecimento” por parte da filosofia no concernente à pergunta pelo Ser e propõe uma passagem da antropologia filosófica para a ontologia, com o fito de promover a pergunta pelo sentido do Ser, através do qual se poderá encontrar as possiblidades da existência do Dasein, o ser-aí. O Dasein é o próprio homem, o ente singular que se diverge dos outros entes não-humanos e pelo qual somente a ele se pode dirigir a pergunta pelo Ser. Heidegger não tenta definir o homem, pois isso seria limitá-lo em sua própria natureza, como sugeriram os clássicos. Sua proposta é revelar as possibilidades de sua existência, utilizando-se do método fenomenológico, que segundo ele, é o método mais viável para se realizar tal investigação. Entre as possibilidades de existência do homem, evidencia-se a existência autêntica e a existência inautêntica, abordadas pelo autor. A existência inautêntica se dá pela negação da finitude do homem, enquanto que a existência autêntica consiste na aceitação dessa condição. O homem passa pela experiência da angústia, dá sentido a sua existência, mas reconhece-se como um ser para a morte.