A MORTE COMO CONSEQUÊNCIA DO VIVER BEM NA OBRA ENSAIOS DE MICHEL DE MONTAIGNE

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2021

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Resumo

A discussão sobre o fenômeno da morte está crescendo gradativamente com variadas tendências dentro da sociedade contemporânea. O filósofo francês Michel de Montaigne, em sua obra Ensaios, apresenta a morte como consequência do bem viver, ou seja, somente aqueles que descobriram o sentido da vida poderão entender o sentido da morte. Para nos introduzir nesse estudo, torna-se necessário compreender os fundamentos da relação entre morrer e viver bem e o link entre a postura humana de liberdade ou de angústia frente à morte. Nessa abordagem, Montaigne e Sartre se desencontram visivelmente. Para um, a morte é expressão do bem viver, para o outro, a morte leva à profunda angústia. Na sociedade atual, a interpelação da morte frente à liberdade do homem abre uma discussão sobre o complexo problema do suicídio. Dentre os mais relevantes, vale destacar: o suicídio como precipitação para a morte e fuga da realidade, e, o suicídio diante da morte enquanto consequência do bem viver. Refletir sobre a vida e a morte, sobre a liberdade e a angústia e, sobre suicídio, é uma contribuição filosófica que quer oferecer às pessoas e à sociedade atual, a possibilidade de ressignificar suas ações e valores atribuídos à vida, para que assim, vivam mais e melhor.

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Palavras-chave

Vida, Morte, Montaigne, Sartre, Liberdade, Angústia, Suicídio.

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