SUICÍDIO: O JULGAMENTO DA VIDA PARA ALBERT CAMUS EM DIÁLOGO COM A LITERATURA DE FIÓDOR DOSTOIÉVSKI
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2021
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Resumo
O presente trabalho investiga o fenômeno do suicídio a partir da Filosofia do absurdo de Albert Camus, buscando apontar um julgamento correto da vida. Em sua obra O mito de Sísifo, Camus identifica a questão da automorte como um problema fundamental à filosofia, relacionando-a com a absurdidade – a desproporção entre o homem e o mundo. Em sua teorização, consciente do absurdo o homem só tem duas escolhas: o suicídio ou o reestabelecimento. Para a análise dessas opções, duas narrativas de Fiódor Dostoiévski, jornalista e escritor russo, serão utilizadas como pano de fundo para tal reflexão: A dócil e O sonho de um homem ridículo. Na primeira novela, encontramos um narrador que dialoga consigo mesmo tentando entender as motivações que levaram sua esposa a se matar. Na segunda, temos um homem que depois de perceber a falta de sentido em sua vida, planeja seu suicídio, mas desiste depois de ter sido abordado por uma menina. Para o desenvolvimento deste trabalho utilizamos Camus (2020) e Dostoiévski (2017), e alguns de seus comentadores, como Ortega (2010), Oliveira (1988) e Vargas (2016).
Descrição
Palavras-chave
Suicídio, Albert Camus, Absurdo, julgamento, Dostoiévski, literatura.