O MAL E O BEM EM AGOSTINHO
Data
2014
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Resumo
Este trabalho monográfico, que tem como tema - O mal e o Bem em Agostinho - está
estruturado em 5 partes: Introdução; Primeiro Capitulo - Vida e Obra - ; Segundo
Capítulo- A influencia maniquéia em Agostinho -Terceiro Capítulo - A nãosubstancialidade
do male Conclusão; tem como objetivo refutar, a partir das reflexões
emergidas por Agostinho em relação ao mal e à sua origem, que este não se caracteriza
como substância, como assim admitiam os maniqueístas. Conclusão esta inferida, para
se chegar a este trabalho, a partir do método analítico-reflexivo, das principais obras de
Agostinho, onde este trata do problema do mal. O problema do mal se fez presente na
vida de Agostinho, de forma mais explícita, na época de sua adolescência, quando certa
noite, e por pura diversão, juntou-se a um grupo de colegas e invadiram um pomar, onde
furtaram uma grande quantidade de peras. Provaram algumas, mas o objetivo mesmo de
todos era lançar aos porcos a grande maioria. Essas peras furtadas sem motivo ou esse
prejuízo causado a outros apenas por prazer, tomam-se, para Agostinho, a imagem ou o
símbolo do mal.Durante o tempo em que Agostinho buscou descobriro que era o mal,
esteve por quase nove anos inserido na doutrina maniquéia, a qual defendia que o
mundo era fruto do conflito entre o bem e o mal; afastando-se dos maniqueus após a
leitura das obras de Plotino. A partir destas leituras neoplatônicas, Agostinho descobriu
que o mal era simplesmente a ausência do bem.A princípio, ele não conseguiu descobrir
ou perceber em que consistia o mal, porque não conseguia conceber uma realidade
imaterial, mas apenas realidades corpóreas. A visão maniquéia, eminentemente
materialista, impedia-lhe de ver uma verdade espiritual.Após longa caminhada,
entretanto, Agostinho descobriu que a origem do mal se encontrava na livre
determinação da vontade, ou seja, que o próprio homem, pelo uso de sua livre vontade,
pratica o mal. Reconhece que Deus é sumamente bom e que todas as suas criações são
igualmente boas, no entanto, estão sujeitas à corrupção e, por essa razão, desviam-se,
voluntariamente, do caminho do bem e praticam o mal, sujeitando-se às criaturas
terrenas. Percebemos, desta forma, que o mal não existe enquanto substância ou em uma
dimensão metafisica. Por outro lado, admitimos que exista no homem várias vontades,
de fazer o bem ou mal, de acordo com suas atitudes e ações, assim, o mal que assola a
humanidade, em geral, é obra apenas do próprio homem, a partir de suas más escolhas.
O senso comum tende ver o mundo numa visão maniquéia, polarizando a realidade no
extremo do bem ou do mal. Não consegue perceber que o mal é oriundo da própria
vontade humana e que não é uma substância criada por Deus.Nesse sentido, postulamos
que o mal existe, mas praticado pelo próprio homem, pelo mau uso de sua liberdade e
de suas escolhas, prendendo-se às suas paixões e aos seus prazeres.
Descrição
Palavras-chave
Mal, Bem, Substância, Corrupção, Liberdade